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04.Jun - Juventude edificando utopias!
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Juventude edificando utopias!


A metodologia dialógica e participativa é parte integrante da genética pastoral da vida eclesial e juvenil na América Latina e no Caribe. Quando se reflete a construção dos processos de evangelização e ação pastoral inerentes à práxis juvenil, sabe-se que haverá método, diálogo, participação e consequente articulação de inúmeras pessoas e grupos interligados, seja em nível eclesial, social, político, econômico, cultural, etc.


Observando a realidade contemporânea mundial, emergem diversas inquietações referentes a vida presente e futura. Jovens e adultos, conscientes e comprometidos, atentam reflexões propositivas à digna existência planetária, o que significa agir em prol do meio ambiente, fauna, flora, e, especialmente, do ser humano. Por que seria preocupação eclesial o cuidado com a natureza, o planeta e as futuras gerações? Toda vida é compromisso cristão!


O Conselho Episcopal Latino Americano (CELAM), a partir de maio 2021, propôs-se iniciar um processo de escuta ao povo de Deus, em vista da Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, programada para novembro de 2021. Por que escutar? Objetiva-se ouvir pessoas de boa vontade, o povo partícipe das comunidades e grupos, as diversas realidades e, desta forma, gestar diálogos capazes de conduzir processos de discernimento, como fio condutor, articulando pessoas e propostas pastorais para consolidar a Assembleia e sua aplicabilidade posterior como plano de ação.


“Somos todos discípulos missionários em saída” é o tema gerador do caminho incentivado, inclusive, pelo Papa Francisco. Refletir e agir, enquanto Assembleia Eclesial, revela sinodalidade e inclusão. Neste peregrinar, faz-se presente a juventude edificando utopias possíveis e concretas, à luz do Evangelho e da realidade. Quais meios à participação? Para articular uma Igreja sem exclusão, em todos os âmbitos, é importante organizar-se, constituir equipes, grupos de reflexão e atuação nos mais diversos setores sociais e eclesiais. Em vista da Assembleia, por exemplo, organiza-se, em cada país, um Grupo de Trabalho (GT) Nacional para animação dos processos. No Brasil, a saber, a Pastoral da Juventude integra o GT, costurando saberes e aprendizados, como Igreja jovem em saída e em rede.


Há outras atividades em construto? Sim! Dentre os dias 31 de maio e 05 de junho, no Brasil, realiza-se a Semana de Ativismo com o tema: “Realmar para Integralizar: Juventudes em Defesa da Casa Comum!” Neste belo e ousado propósito, integram-se articuladas a Pastoral da Juventude (PJ), a Juventude Franciscana do Brasil (JUFRA) e a Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara (ABEFC). Para que tal ação?


Deseja-se dialogar e protagonizar, em conjunto, o “papel das juventudes na construção do amanhã” a partir da experiência presente. Como diz a canção: “vamos dar as mãos na grande corrente do amor, na feliz comunhão, irmãos. Unindo a peleja e a certeza vamos construir, aqui na terra, o projeto de Deus, todo povo a sorrir!” (Zé Vicente).  É salutar considerar a realidade brasileira no tocante contexto de inseguranças às jovens e aos jovens, seja na dimensão educacional, laboral, habitacional, ambiental e outras. Há, outrossim, atenção especial à realmar a economia a partir de uma ecologia integral, pois, busca-se reconhecer a plena conexão entre o todo da vida, uma vez que existe uma dimensão econômica, cultural, política, social e também eclesial carente de transformação. Tarefa de cada pessoa e de todas juntas.


No Rio Grande do Sul, ademais, articula-se o Mutirão pela Vida de quem tem fome, integrado ao projeto “É tempo de Cuidar” e a 6ª Semana Social Brasileira que reflete o tema: “Mutirão pela Vida: por Terra, Teto e Trabalho”. A Semana de Ativismo contra a Fome integra diversas pessoas e pastorais neste mutirão gaúcho, de 25 de maio a 03 de junho, com rodas de conversa, música, atividades formativas e ações práticas em prol da vida. Por razão da solenidade de Corpus Christi, encerrando a semana, motiva-se a doação de alimentos não perecíveis, pois, “Quem tem fome não pode esperar!”



Padre Leandro de Mello

Padre Leandro de Mello

Pároco na paróquia São Francisco de Assis e Assessor da Pastoral da Juventude

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