Arquidiocese de Passo Fundo
 
 
FORMAÇÕES
01.Out - Costurar passos de resgate!
Aumentar Fonte +
Diminuir Fonte -
Costurar passos de resgate!


Urdir relações processualmente e construir-se, concomitantemente, na arte de formar-se e gestar autonomia a outrem é tarefa exigente na atualidade. É preciso estar atento(a), enquanto partícipe sócio eclesial, para não “perder o entusiasmo” (ChV, n. 37). Como configurar-se à participação? A pedagogia do processo (DGAE, 2019-2023, n. 204) compõe a mística e a metodologia de ação à Igreja Católica e sua incidência sócio política, econômico cultural e evangelizadora.


Se caminhar, em sentido amplo, é opção pedagógica e fundamental à vida, para gestar a corresponsabilidade participativa, entende-se a expressão pontifícia de que ante crises e adversidades, somos “protagonistas do próprio resgate” (Papa Francisco). O processo pedagógico opcional se constrói não por imposição, antes sim pela alteridade dialógica capaz de curar e criticar sem machucar, porque é sensível às qualidades e limitações humanas das pessoas imbricadas no caminhar mistagógico (Lc 24, 13-35).


Na vivência sócio eclesial, amados(as) jovens, cada um(a) de vocês tem potencial criativo capaz de “oferecer à Igreja a beleza da juventude” (ChV, n. 37). Mais! “Podem ajudá-la a se manter jovem, a não cair na corrupção, a não se acomodar, a não se orgulhar, a não se tornar uma seita, a ser mais pobre e testemunhal, a estar próxima dos últimos e descartados, a lutar por justiça, a se deixar interpelar com humildade” (ChV, n. 37). Neste ínterim, a participação corresponsável, faz-se eficaz e inclusiva à medida que ocorre tendo a justiça como cerne, a bondade como inspiração e a caridade como compromisso. A participação acontece intra e extra eclesia. Como uma via de mão dupla, compreende?


Papa Francisco exorta-nos, todos(as), cristãos e não cristãos, povo e sociedade civil à construir sinodalidade, à caminhar fraternalmente, à corresponsável gestão de bens e serviços, à cuidar da vida de forma integral. “Para sairmos melhores de uma crise, deve ser implementado o princípio da subsidiariedade, respeitando a autonomia e a capacidade de iniciativa de todos, especialmente dos últimos”, sugere Francisco. As relações dialógico pastorais, neste construto, configuram-se em alteridade dialética com a realidade sócio eclesial.


A realidade contemporânea desafia-nos, à luz do Evangelho, à desenvolver uma ação pastoral inclusiva, aberta à escutar, especialmente as pessoas fragilizadas, os pequenos grupos, pois, ante as agruras e inseguranças latentes, é salutar construir pontes, promover e fortalecer “vínculos interpessoais” (EG, n. 67) e societários. É “tempo de costurar” (Ecl 3,7) e partilhar responsabilidades, onde o princípio de subsidiariedade (Quadragesimo anno, 79-80), criando condições favoráveis e dignas, apresenta-se como profícuo instrumento para uma “verdadeira reconstrução” sócio eclesial, político econômica e cultural.


Estado e povo, ambos, têm responsabilidades à plena revitalização e fortalecimento do corpo social (CDSI, 185; 186). Mas, atenção! Sair da crise não significa dar uma pincelada nas situações atuais para as fazer parecer um pouco mais justas. Sair da crise significa mudar, e a mudança real é feita por todos, por todas as pessoas que formam o povo. Por todas as profissões, todos. E todos juntos, todos em comunidade. Se não o fizerem todos, o resultado será negativo!” (Papa Francisco, Audiência Geral, 23 09 2020).


Amados(as) jovens, “querer o bem comum e trabalhar por ele é exigência de justiça e de caridade” (CV, n. 7), compromisso cristão, à vontade do Pai, como ensina e orienta a Doutrina Social da Igreja. Ademais, “não podemos propor-nos um ideal de santidade que ignore a injustiça deste mundo, onde alguns festejam, gastam folgadamente e reduzem a sua vida às novidades do consumo, ao mesmo tempo que outros se limitam a olhar de fora enquanto a sua vida passa e termina miseravelmente” (GE, n.101).


Coragem! "Alegra-te, jovem, com tua juventude!” (Ecl 11,9). É possível costurar passos de resgate no construto pedagógico, enfrentando as vias de crise. Muitos jovens, desde outrora, inspiram-nos a seguir profeticamente; “eles foram preciosos reflexos do Cristo jovem que brilham para nos estimular e nos tirar da sonolência” (ChV, n. 49).  


O caminho mistagógico implica o construto do ser humano, enquanto sujeito integral, isto é, em sua totalidade psicológica, biológica, espiritual (teológica) e científico metodológica (técnico prática), na alteridade de partícipe do corpo social e habitante da Casa Comum. Neste caminhar, “lembra-te do teu Criador nos dias da tua juventude, antes que venham os dias da desgraça e cheguem os anos dos quais dirá: "Não sinto prazer neles" [...]; antes que volte o pó à terra, de onde veio, e o sopro de vida volte a Deus que o concedeu" (Ecl 12,1-7). Deus, em Jesus Cristo, está no meio de nós, caminha conosco. Participa junto, sempre!


 Experiências de alteridade afetiva, dialógico pastorais e utópicas com vistas à Civilização do Amor, favorecem tanto a opção pela práxis pastoral quanto a permanência no processo pedagógico capaz de transformar a realidade contemporânea, passo-a-passo, via participação e compromisso. Todos(as) são chamados(as) e contribuir mutuamente!



Padre Leandro de Mello

Padre Leandro de Mello

Pároco na paróquia São Francisco de Assis e Assessor da Pastoral da Juventude

Indique a um amigo
 
CONTATO
Cúria Metropolitana
Rua Coronel Chicuta, 436 - 4º Andar | Edifício Nossa Senhora Aparecida - Centro - 99010-051 | Passo Fundo/RS
(54) 3045-9240

Centro de Pastoral
Rua Coronel Chicuta, 436 - 2º Andar | Edifício Nossa Senhora Aparecida - Centro - 99010-051 | Passo Fundo/RS
(54) 3045-9204
 
 
 

Copyright @ 2020 - Arquidiocese de Passo Fundo. Todos os direitos reservados.