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01.Mai - Do encontro com Jesus ao encontro com o irmão: viver em comunidade
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Do encontro com Jesus ao encontro com o irmão: viver em comunidade


Ao iniciar um novo ano, é hora da renovação da fé e da esperança no caminho da Iniciação à Vida Cristã (IVC). Na catequese a serviço da Iniciação à Vida Cristã o discipulado é o fio condutor que culmina na maturidade do discípulo missionário.


O que significa seguir Jesus? A finalidade do seguimento é assemelhar-se a Jesus, ter o estilo de Jesus. A história da salvação é uma história de seguimento. A forma nominal “seguimento” não se encontra nos evangelhos. Seus autores empregam o verbo “seguir”. “Seguir Jesus” era uma realidade possível, cujo início dependia, fundamentalmente, de um encontro pessoal com Ele. Sem burocracias, sem pré-requisitos. O que se afigurava um encontro ocasional se tornou comunhão de vida e até participação plena na mesma causa dele. Queremos refletir aqui, que além de dialogar com os evangelistas, tendo diante dos olhos a suas palavras, é a Palavra de Deus que nos vai ensinar sobre o seguimento.


No evangelho de Mc 1,16-20 o tema do seguimento está entre as primeiras palavras pronunciadas por Jesus. Isto já é sinal de que estamos ante uma das questões mais caras aos evangelistas. Viu e lhes pronunciou a palavra-convite. Aquele olhar e aquela palavra assinalaram um fim e um começo: deixaram de ser pescadores de peixes. Começaram o caminho dos pescadores de homens.


Em Jo 1,35-39, a resposta “Vinde e vede” (1,39) não propõe um endereço. Oferece-lhes sua relação de convívio. Isso não se aprende por informação, nem por lição vinda de um mestre. É por experiência, é mediante o encontro pessoal.


E o seguimento continuou. Jesus, caminhando à beira do mar, viu... chamou... E eles, imediatamente, deixaram as redes e o seguiram (Mc 1,16-18). Assim também com Levi: “Ele se levantou e seguiu-o” (Mc 2,14). Algo semelhante aconteceu nos relatos de João. Apenas um exemplo: “Os dois discípulos ouviram a declaração de João Batista e passaram a seguir Jesus” (Jo 1,37). Na realidade, os evangelistas querem estimular o leitor à adesão a Jesus. Por isso, aceleram o tempo da história. Mas houve um processo. Houve um caminho começado e continuado até com dificuldades.


O caminho do discípulo
O evangelista tem sempre ante seus olhos o leitor. A ele quer aproximar a história e os passos dos discípulos. Expõe seus caminhos, tropeços, e novos caminhos. Chegamos ao lava-pés (Jo 13,1-11). Impressionam o vs. 4-5. São vários verbos no presente: “levanta-se... depõe o manto... cinge-se... derrama água na bacia... pôs-se a lavar... a enxugar”. Na língua grega isso significa que aqueles mesmos gestos e significados continuam a valer para o tempo do leitor. Pedro não entendera todos aqueles ritos. Referiu-se a Jesus como “Senhor”, mas custava-lhe ver Jesus com avental, água, toalha... Vê-lo como soberano não requer nova mentalidade. No seguimento Pedro seria interpelado a colocar o avental..., fazer-se e lavar os pés dos irmãos (Jo 13,13-17). É o caminho do discípulo. A fraternidade entre os seguidores de Jesus é uma verdade constitutiva do discipulado, ou seja, se esta faltar, não há mais seguimento.


O mandamento novo “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos...,” não tem alcance cronológico, mas qualitativo. Por outro lado, o complemento “assim como eu vos amei,” aponta para o fundamento que sustenta a missão de amar-se uns aos outros. Este decorre da experiência de amor que eles, discípulos, terão tido com Jesus. É ele a causa do amor entre eles. A amizade com Jesus, por eles experimentada, não é apenas comparação, é a realidade fundante.


A Igreja no Brasil está a pedir a seus filhos que recomecemos a partir de Jesus Cristo. Nossa vocação e missão apontam para o encontro com Ele e com o irmão. Ou seja, para experiências comunitárias e eclesiais de seguimento. É hora da fé e da esperança no caminho da Iniciação à Vida Cristã. Os evangelistas parecem ter percebido isso desde seus primeiros escritos. Pedem que não nos atrasemos.


Fonte: Baseado na Conferência de Dom José Antônio Peruzzo | 4ª Semana Brasileira de Catequese

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A Equipe Arquidiocesana de Catequese é formada por leigos e religiosos que, além de coordenar os processos de catequese na Arquidiocese, se responsabilizam pela Página Catequética - artigo publicado mensalmente no Jornal Presença Arquidiocesana e replicado nesta seção.

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