Paróquia de Não Me Toque comemora 100 anos com a presença de Jorge Trevisol

A paróquia Cristo Rei, de Não Me Toque, realizou nesta quinta-feira, 22, a abertura da comemoração de seus 100 anos de fundação. O momento, que reuniu centenas de pessoas da comunidade municipal e da região, contou com uma palestra/show de Jorge Trevisol.

Psicoterapeuta, filósofo, educador e cantor, Jorge Trevisol é conhecido por diversas músicas, entre elas Certas coisas pra dizer, O mesmo rosto, Divina Fonte e Fragilidade.

A noite desta quinta iniciou com a retomada histórica da paróquia, relatada pelos alunos da Escola Estadual São Francisco Solano. Na ocasião, os jovens lembraram os primeiros anos da comunidade, ainda como capela, depois a transformação em paróquia, a construção da nova Igreja e tantos outros momentos importantes.

A expectativa era forte quando Jorge Trevisol acolheu e foi acolhido com alegria para a noite tão especial. Conduzindo a palestra com muito bom humor, emoção e nostalgia, Jorge trabalhou de forma especial os temas família, afeto e espiritualidade. Entre brincadeiras, reflexões e músicas, Trevisol entoou  “Balada de Agosto”, de Zeca Baleiro, “É preciso saber viver”, de Roberto Carlos e “Tocando em Frente”, de Almir Sater.

Frei Leopoldo Frankowski, pároco de Não Me Toque, foi também colega de Jorge nas aulas da teologia, há 28 anos. O pároco avaliou o momento de forma muito positiva: “Estou muito feliz. Sinto-me muito bem porque o nosso objetivo foi alcançado: trazer alguém que pudesse comunicar e transmitir uma mensagem bonita como essa, de família, de cuidado e de espiritualidade. O Jorge Trevisol fez isso de forma muito bonita, com cada palavra e com cada música”, conclui Frei Leopoldo.

Ao final da palestra/show, Jorge falou sobre a experiência vivenciada durante a noite e, especialmente, sobre o tema refletido. Confira na íntegra a seguir:

Uma das características principais que eu gosto de levar aonde eu vou, é que a humanidade desta época precisa se despertar. Despertar começa desde cedo, quando somos crianças. Mas também os mais velhos precisam despertar para aquele mundo de criança que foi esquecido, no tempo em que éramos puros, inteiros, com muita luz.
Eu gosto muito do tema da família porque a família é um núcleo no qual ainda é possível despertar certas coisas. Gosto também de falar determinados temas em torno do que já aconteceu na família – afetos, experiências, dores -, porque as pessoas podem voltar para lá e refazer a história dando outro significado.
As músicas que em geral eu escolho são, na maioria das vezes, de autores conhecidos, e que têm uma letra que bate no meu coração em relação ao tema que estou trabalhando. Normalmente eu canto também de um jeito que é totalmente meu, porque eu sigo aquilo que a minha alma expressa naquela hora.
Gostei muito das pessoas que participaram aqui em Não Me Toque. Elas ficaram muito presentes aqui, muito inteiras. Certamente muitos se olharam, se perceberam, se perdoaram e se reconheceram. E isso é o que vale. No fundo nós valemos por aquilo que descobrimos de nós mesmo, o resto vai sobrar pouco. Se as pessoas reconheceram um pouco mais delas e foram embora contentes, então valeu a pena eu ter passado por aqui.

 

Victória Holzbach
Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Passo Fundo
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