História da Arquidiocese de Passo Fundo

 

Primeiras comunidades

A presença de imigrantes europeus é forte na região desde o final do século XIX. As primeiras comunidades cristãs católicas que surgiram, entretanto, não são em meio a esta realidade. No tempo das missões jesuíticas, junto aos povos indígenas, na região denominada das Missões, a região de Passo Fundo encontrava-se dividida pela linha do Tratado de Tordesilhas, que separava o território português do espanhol. Nas proximidades da atual Passo Fundo, os jesuítas ergueram a Redução de Santa Tereza, que não prosperou. Foi justamente nesta região, na localidade ainda hoje denominada Campo do Meio, que surgiu em 1795, a primeira comunidade no território atual da arquidiocese de Passo Fundo, dedicada à Nossa Senhora da Imaculada Conceição. De um lado ficava o denominado "Mato Português" e do outro o "Mato Castelhano", hoje município. Esta comunidade pertence atualmente à paróquia Santo Antônio, de Gentil.

Ao longo do caminho dos tropeiros e viandantes que passavam pela região do Planalto Médio e Alto Uruguai, foram se constituindo as vilas e comunidades. Foi assim que surgiram a 2ª e a 3ª comunidades na região, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em 1832 (depois somente Nossa Senhora Aparecida) e Nossa Senhora da Conceição, no ano de 1837, ambas em Passo Fundo, hoje, respectivamente, a Catedral e a Matriz da Conceição.

No ano de 1860, na região de Guaporé surge a 4ª comunidade. Trata-se da comunidade Santo Antônio, situada hoje na paróquia São Valentim. Curiosamente ela foi constituída por famílias de imigrantes alemães, antes da vinda dos imigrantes italianos. Na sequência surgem diversas comunidades ao longo do caminho dos tropeiros que vinham de São Paulo para buscar animais na região das Missões. São elas: Comunidade de Santa Teresinha, em Pinheiro Marcado - Carazinho (1870); São Miguel, em Passo Fundo (1871); Bom Jesus, em Carazinho (1872); Nossa Senhora dos Navegantes, em Tapera (1874); São João Batista, em Coxilha (1880); e São Bento, em Carazinho (1883).

A partir do ano de 1884 começam a surgir as comunidades na região de imigração italiana em Guaporé e Casca. As regiões de Marau, Sarandi e Tapejara tiveram as suas primeiras comunidades nas primeiras duas décadas do século XX. Na região de Marau, na paróquia de Nicolau Vergueiro, já existia a comunidade Nossa Senhora da Conceição (Tope), que surgiu ao redor do ano de 1888.

Primeiras paróquias

A criação das paróquias na Arquidiocese de Passo Fundo segue o mesmo caminho das comunidades, de forma que a primeira paróquia, Nossa Senhora da Conceição, foi organizada em Passo Fundo no caminho dos tropeiros, no ano de 1847. Na ordem cronológica, surgem as paróquias de Guaporé, Serafina Corrêa, Casca e Itapuca. Em 1919 é criada a paróquia de Não-Me-Toque e entre os anos de 1920 e 1925, as paróquias de Marau, Dois Lajeados, Pulador e São Domingos do Sul, todas na região da imigração italiana. Depois surgem as paróquias nas regiões de Tapejara e Sarandi, nos anos 1926 e 1927, respectivamente.

Criação da Diocese de Passo Fundo e elevação à Arquidiocese

A região que hoje integra a arquidiocese de Passo Fundo já pertenceu à Diocese do Rio de Janeiro. A partir do ano de 1848, com a criação da primeira diocese do Rio Grande do Sul, com sede em Porto Alegre, a região de Passo Fundo passa a pertencer a ela. Em 1910 é criada a Diocese de Santa Maria – RS e a partir desta data, a maior parte da região da atual Arquidiocese é englobada por esta nova diocese, enquanto que a região de Casca e Guaporé continuam pertencendo a Porto Alegre até o ano de 1959.

Em 1951 é criada e instalada a Diocese de Passo Fundo, abrangendo toda a região de Passo Fundo e Erexim. Em 1971, Erexim desmembra-se de Passo Fundo e passa também a ser diocese. Durante o tempo, aconteceram algumas pequenas mudanças de território, como anexações ou cedências de paróquias, especialmente nos limites com as dioceses vizinhas de Frederico Westphalen e Cruz Alta.

 

Em 13 de abril de 2011 o Papa Bento XVI concedeu à Passo Fundo a elevação para Arquidiocese, passando a ser sé metropolitana da Província Eclesiástica de mesmo nome e tendo como sufragâneas as dioceses de Vacaria, Frederico Westphalen e Erexim.