Histórias e graças: paróquia São Braz, em Vanini, celebra 50 anos

“A serviço da vida, da paz e do amor” foi o lema escolhido pela comunidade de Vanini para celebrar os 50 anos da fundação da paróquia São Braz. Fundada em 08 de fevereiro de 1968, por dom Cláudio Colling, a nova paróquia surgiu pela iniciativa da própria comunidade que, numerosa, começou a lutar pela criação do espaço e pela independência da paróquia de São Domingos do Sul. Na época, o padre Fernando Luiz Gazolla foi o nomeado para dar início às atividades da paróquia que nascia. Hoje, passados 50 anos, padre Fernando – depois de atuar em outras paróquias e comunidades – é o atual pároco e celebrou, ao lado da comunidade, no último domingo, 04 de fevereiro, as Bodas de Ouro da paróquia.

Programação intensa
Os 50 anos da paróquia são carregados de histórias e lembranças. Desde a sua fundação, a paróquia já celebrou quase 2500 batizados, 857 casamentos, mais de 2300 crismas e encontra-se registrados pouco mais de 630 óbitos. Assim, buscando celebrar não os números da paróquia, mas a evangelização realizada durante as cinco décadas e, também, a vida e história de seu padroeiro, a comunidade de Vanini vivenciou, de 25 de janeiro a 02 de fevereiro, a novena pela intercessão de São Braz. Depois, no dia 03 aconteceu a Missa dos Festeiros e Trabalhadores. E, por fim, no domingo, dia 04, a cidade se reuniu para a Missa Festiva, presidida por dom Rodolfo Luís Weber.

Gratidão pela história
Durante a sua homilia, dom Rodolfo ressaltou a importância de lembrar das pessoas que, ao longo desses 50 anos, se envolveram na vida da paróquia. “Nesses 50 anos muitas coisas aconteceram, muitas pessoas trabalharam, se envolveram e passaram por aqui. A vida passa - isso é marca humana e também na Igreja isso acontece”, iniciou. “Quando olhamos essa paróquia, temos que lembrar que ela é feita de muitos personagens: muitas pessoas foram batizadas, crismadas, casaram. E essa história não é feita somente pelos bispos e padres, mas por todas as pessoas que colaboraram de uma ou outra maneira para que se pudesse realizar a nobre tarefa de evangelizar. Hoje, a gratidão é para lembrar aqueles que são conhecidos e reconhecidos, mas agradecer, também, àqueles que são totalmente desconhecidos - pessoas que talvez não sabiam escrever o nome, mas que, pela sua oração, foram mais importantes que os nomes que são conhecidos. É preciso ser juto e agradecer todos os que ajudaram”, destacou.

Olhar para frente
Também, o arcebispo comentou que o jubileu é momento de agradecer e, especialmente, de olhar para frente. “Se quisermos uma comunidade vibrante, é preciso pregar o evangelho. Anunciar cristo, o seu projeto e os seus caminhos. Para que a comunidade se mantenha viva e possa celebrar o centenário só tem um jeito: continuar transmitindo a fé à geração que vem e cuidando daqueles que fazem parte da paróquia hoje”, colocou e acrescentou: “Celebrar o jubileu é olhar o caminho feito e é olhar para frente para continuar a tarefa e corrigir aquilo que foi desvio nesse período. Precisamos de uma comunidade que reze porque a oração nos coloca mais perto das coisas de Deus. Jubileu é um misto de gratidão, exame de conhecimento, pedido de perdão e, acima de tudo, é o impulso para continuar o caminho”, concluiu.

Além da Missa Festiva, a paróquia se envolveu, durante o dia, em uma programação de interação, confraternização e espiritualidade.

Sammara Garbelotto
Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Passo Fundo
imprensa@arquidiocesedepassofundo.com.br
Fotos: Vanderley Tibola | Vanini

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