Imposição do Pálio Arquiepiscopal acontece neste domingo

Cerimônia será realizada na Catedral Nossa Senhora Aparecida, com a presença do representante do papa Francisco no Brasil

Depois de receber o Pálio Arquiepiscopal das mãos do papa Francisco, em Roma, durante a solenidade de São Pedro e São Paulo, no fim de junho, dom Rodolfo Luís Weber, arcebispo de Passo Fundo, vai celebrar, neste domingo, 7, a missa de imposição da insígnia. A celebração, que acontece às 18h na Catedral Nossa Senhora Aparecida, vai contar com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni d'Aniello, representante do Vaticano no país e responsável por impor o símbolo nos ombros do arcebispo.

Além de dom Rodolfo, outros 25 arcebispos nomeados desde julho do último ano também receberam o Pálio Arquiepiscopal; no Brasil, dom Roque Paloschi, de Porto Velho; dom Zanoni Demettino Castro, de Feira de Santana; e dom Darci José Nicioli, de Diamantina. Dom Rodolfo, que no dia 30 de agosto completa 53 anos, é o arcebispo mais jovem do Brasil e assumiu a Arquidiocese de Passo Fundo em 24 de janeiro deste ano. Depois da entrega, os arcebispos voltaram às suas arquidioceses para receberem, diante do povo, a imposição do Pálio - ao contrário do que faziam outros pontífices, Francisco optou em modificar o rito realizando apenas a entrega em Roma. A mudança é uma iniciativa do papa para evidenciar a relação dos arcebispos com a sua Igreja local, além de dar a mais fieis a possibilidade de estarem presentes no rito que é tão significativo para a Igreja. Outro elemento importante é propiciar a participação dos bispos da Província Eclesiástica – que reúne as dioceses sufragâneas que, no caso da Arquidiocese de Passo Fundo, são as dioceses de Erexim, Frederico Westphalen e Vacaria, em ação pastoral e ajuda mútua.

Pálio Arquiepiscopal
O Pálio, do latim pallium, manto, é confeccionado a partir da lã de duas ovelhas abençoadas pelo papa na memória litúrgica de Santa Inês, em 21 de junho. A insígnia consiste em duas tiras de lã ornadas de seis cruzes pretas de seda. O arcebispo o usa sobre os ombros, tendo uma tira pendente no peito e outra nas costas. Esta forma e a matéria do qual é feito indicam a missão de pastor do arcebispo, que carrega a ovelha – povo de sua arquidiocese – nos ombros.  Aos arcebispos é confiado o Pálio para indicar sua autoridade em uma arquidiocese. Ele também quer indicar a comunhão do arcebispo com o Sumo Pontífice e com o Vaticano. Por isso, após a sua confecção, o Pálio é depositado junto ao túmulo de São Pedro até a Solenidade de São Pedro e Paulo, quando, então, é entregue pelo papa aos arcebispos.

Programação do Núncio Apostólico
Além da missa de imposição do Pálio Arquiepiscopal, o Núncio Apostólico vai participar, também, de um encontro com o clero na segunda-feira, 8, no Clube Caixeral Campestre, às 9h, em comemoração ao Dia do Padre, celebrado nacionalmente no dia 4 de agosto. Antes disso, no sábado, dom Giovanni d’Aniello vai visitar a cidade e as instituições e na manhã de domingo, às 9h, vai encontrar com os seminaristas no Itepa.

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