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Papa Francisco
 
26.Mar - “Jovens: não se calem. Decidam-se antes que gritem as pedras”
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Durante a Celebração de Ramos, neste último domingo, o papa Francisco direcionou sua fala, durante a homilia, para a juventude já que, nesta mesma data, se celebrou o Dia Mundial da Juventude. 

 

Alegria e angústia

O pontífice iniciou sua reflexão abordando a liturgia do dia que convidou a comunidade a refletir sobre o povo que aclamava Jesus como rei e, logo depois, sobre a Paixão e Morte de Cristo. “Parecem cruzar-se histórias de alegria e sofrimento, de erros e sucessos que fazem parte da nossa vida diária como discípulos, porque consegue revelar sentimentos e contradições que hoje em dia, com frequência, aparecem também em nós, homens e mulheres deste tempo: capazes de amar muito, mas também de odiar (e muito!); capazes de sacrifícios heroicos, mas também de saber ‘lavar-se as mãos’ no momento oportuno; capazes de fidelidade, mas também de grandes abandonos e traições”, refletiu Francisco.

 

O grito do acolhido

O papa ressalta que o grito que acolheu Jesus em Jerusalém foi das pessoas marginalizadas e esquecidas e que foram tocadas por Ele. “Podemos imaginar que é a voz do filho perdoado, do leproso curado ou o balir da ovelha extraviada que ressoam intensamente nesta entrada. É o grito de homens e mulheres que O seguiram, porque experimentaram a sua compaixão à vista do sofrimento e miséria deles”. A alegria, segundo Francisco, incomodou. “Como é difícil, para quem procura justificar-se e salvar-se a si mesmo, compreender a alegria e a festa da misericórdia de Deus! Como é difícil, para aqueles que confiam apenas nas suas próprias forças e se sentem superiores aos outros, poder compartilhar esta alegria”.

 

Leia a homilia na íntegra

 

Grito de ódio

E é desse sentimento que nasce o segundo grito: “crucifica-o”. “Não é um grito espontâneo, mas grito pilotado, construído, que se forma com o desprezo, a calúnia, a emissão de testemunhos falsos. É a voz de quem manipula a realidade criando uma versão favorável a si próprio e não tem problemas em ‘tramar’ os outros para ele mesmo se ver livre”, ressalta o papa que acrescenta, ainda, que a partir desse grito a festa do povo é silenciada. “Destrói-se a esperança, matam-se os sonhos, suprime-se a alegria; deste modo, no fim, blinda-se o coração, resfria-se a caridade”, complementou. “Perante todas estas vozes que gritam, o melhor antídoto é olhar a cruz de Cristo e deixar-se interpelar pelo seu último grito. Cristo morreu, gritando o seu amor por cada um de nós: por jovens e idosos, santos e pecadores, amor pelos do seu tempo e pelos do nosso tempo”.

 

Jesus suscita em vocês

O papa logo direciona sua fala aos jovens dizendo que é preciso mostrar a alegria de Jesus, ainda que a sociedade – assim como os fariseus, na época de Cristo – tente calar a juventude. “Calar os jovens é uma tentação que sempre existiu. Há muitas maneiras de tornar os jovens silenciosos e invisíveis. Muitas maneiras de os anestesiar para que não façam ‘barulho’, para que não se interroguem nem ponham em discussão. Há muitas maneiras de os fazer estar tranquilos, para que não se envolvam, e os seus sonhos percam altura tornando-se fantasias rasteiras, mesquinhas, tristes”. É preciso, segundo o pontífice , ouvir a resposta de Jesus. ‘Se eles se calarem, gritarão as pedras’ (Lc 19, 40). "Cabe a vocês a decisão de gritar, cabe a vocês se decidirem pelo Hosana do domingo para não cair no “crucifica-O” de sexta-feira... E cabe a vocês não ficar calados. Se os outros calam, se nós, idosos e responsáveis, tantas vezes corrompidos, silenciamos, se o mundo se cala e perde a alegria, pergunto-lhes: vocês gritarão?", questionou. "Decidam-se antes que gritem as pedras", concluiu.  

 

Reunião pré-sinodal

Ao final da celebração eucarística, antes da Bênção apostólica, foram entregues ao papa as conclusões da reunião pré-sinodal em preparação da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos a ser realizado em outubro de 2018 tendo como tema "Os jovens, a fé e o discernimento vocacional".

 

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Passo Fundo

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