Arquidiocese de Passo Fundo
 
 
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26.Dez - Homilia de Dom Antonio Carlos Altieri na Missa do Natal do Senhor
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             CATEDRAL METROPOLITANA DE PASSO FUNDO, 25 DE DEZEMBRO DE 2014 




  • Exmos. e Revmo. Dom Urbano Allgayer e Dom Pedro Ercílio Simon, meus mui dignos Predecessores.

  • Revmo. Pe. Adelar Dalsoto, Pároco desta Paróquia;

  • Caríssimos  Religiosos e Consagrados

  • Estimado povo de Deus aqui presente na nossa Igreja Catedral  nesta noite de Luz e de Paz !

  • Queridos rádio ouvintes que nos acompanham através das ondas amigas da Rádio Planalto, e pela internet:



“É NATAL, É FESTA EM BELÉM, OS ANJOS E OS HOMENS PROCLAMAM AMÉM”



Depois de vivermos o tempo do Advento, gestando como a Santíssima Virgem, o Cristo em nós, estamos hoje diante de uma noite Santa e fulgurante: É Natal! A Luz que é o Menino quebra a escuridão e o medo que imperam no mundo, e enchem de colorido e alegria, aquilo que a aridez dos corações humanos tendem sempre, pelo pecado, a esmaecer. A grandeza desta noite de Natal se encontra sobretudo na obediência da Virgem Maria, que se abandona a bondade infinita de Deus e no silêncio da gruta fria de Belém. Hoje, mais do que nunca, da manjedoura é que nasce “o convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo”, como escreveu o Papa emérito Bento XVI (cf. PF 6).



É somente neste infinito amor de Deus, que podemos renovar a certeza de que Deus entrou em nossa história, e se faz presente, mesmo em meio às tantas dificuldades deste mundo em trevas, onde as sombras da morte abafam nossos anseios e as mais belas esperanças que cultivamos no coração. É através da nossa fé, da nossa esperança, da nossa caridade e da nossa obediência, que o Menino Jesus quer entrar sempre de novo e ser a luz que resplandece, a partir desta noite santa e gloriosa.



Nesta noite de luz, queremos abrir nossas mentes e corações, para acolher, como num terreno fértil, a Palavra que hoje é lançada no campo de nossa vida...  É Ela que nos ajudará, pela fé, a sermos terreno novo e sem pedras, onde a Palavra age e transforma.



1ª Leitura – Is 9, 1-6



A primeira leitura desta noite santa nos apresenta o belo cântico que o profeta Isaias dirige ao povo de Israel que estava dominado e oprimido no exílio e, por conseguinte, à humanidade que caminhava nas trevas e na escuridão.  Três surpresas acompanham esta tão bela narrativa:



- a primeira delas é a alegria, que é fruto de uma felicidade espontânea e genuína de quem experimentou a opressão e o sofrimento, e agora, se alegra pela libertação dos pesados fardos que se carregavam;



- a segunda supresa é a liberdade e a paz, pois são quebradas de uma vez por todas as correntes, as cargas e as varas que pesavam sobre o povo, ainda tão profundamente feridos pela experiência do exílio;



- a terceira surpresa, que é a maior de todas, é a força de Deus, que se manifesta na fragilidade de uma criança. Essa criança, que nasce para nós, é sinal de que Deus confunde a força do mundo e se revela nos fracos e pequeninos.



2ª Leitura – Tt 2, 11-14



Na segunda leitura, ao dirigir sua mensagem a Tito, o Apóstolo Paulo nos apresenta a graça de Deus como sendo o ponto de partida para que possamos viver com radicalidade a novidade do Evangelho. Se a graça de Deus for grande em nossa vida, ela deve nos levar a rejeitar a impiedade.



Ao mesmo tempo, a graça de Deus em nossa vida, deve ser o fundamento de uma bendita esperança e a responsável pela manifestação da glória de Jesus, Deus e Salvador, uma vez que Ele se deu por nós com a finalidade de nos remir de toda a iniqüidade e de nos purificar. Somente assim, este povo remido se torna zeloso de boas obras.



Evangelho – Lc 2, 1-14



No texto do Evangelho de hoje, somos profundamente conduzidos ao núcleo do mistério de Deus, e dois sentimentos envolveram os pastores e envolvem a todos nós, que escutamos este texto hj proclamado: o fascínio , a maravilha. É para a humanidade que está mergulhada num sono e frieza profundos, que aparece uma grande luz, a Luz de Deus, que se manifesta por meio do nascimento de uma criança.



Aquilo que Isaías olhando para o futuro anunciava, se torna realidade por meio do anúncio que o anjo faz aos Pastores: “Nasceu-vos hoje, na cidade de Davi, um Salvador, que é o Messias Senhor” (cf. Lc 2,11). Maria dá à luz sozinha, longe de casa, sem lugar entre os parentes, e são os pastores, considerados os últimos da terra, os primeiros a ter os ouvidos abertos para acolher este anúncio, que mudará profundamente o curso de suas vidas. E porque são os pastores os primeiros a receber este anúncio? Estes cuidavam do rebanho nas noites frias do deserto de Israel, e é precisamente porque eles não estavam mergulhados no sono da noite, e estavam aptos a acolher os sinais silenciosos pelos quais Ele torna manifesta a sua presença.



Olhemos mais uma vez com atenção o texto, pois ali os pastores vão dizer uns aos outros, o motivo que os leva a se colocarem a caminho: “Vamos ver o que dizem ter acontecido”. A isto o anjo dá uma garantia. Garantia de que não será em vão o caminho que eles percorrerão não será em vão: “Isto vos servirá de sinal: achareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura” (cf. Lc 2,12). O sinal de Deus que é dado por meio do anjo, não é algo de mirabolante ou mesmo extraordinário. O seu sinal e, portanto o maior deles é a sua humildade. O sinal da grandeza de Deus é que ele se faz pequeno, torna-se um menino, que se deixa tocar e nada mais pede apenas e somente, o nosso amor.



Na liturgia desta noite santa, Deus vem a nós como homem para nos fazer, como afirma o Papa Bento XVI “verdadeiramente humanos”. Jesus vem para reconquistar os homens e elevá-los ao Pai, e é justamente isso que O move a assumir a carne e a condição humana.



Recordação da Vida



Ao celebrarmos com alegria esta noite luminosa, que espalha pelo mundo o clarão da glória de Deus, somos chamados também por Ele, a olhar as trevas que invadem nossa história e nossos dias.



Somos uma Jovem Igreja Arquidiocesana. Não podemos deixar de elevar a Ele a nossa prece confiante, para que em nossa Arquidiocese possam imperar a compreensão, a maturidade do Amor incondicional, a esperança e a alegria que são frutos da Fé profunda e verdadeira, o cuidado com a vida, cujo ano estamos vivenciando; por isso clamamos: “Ó Deus menino, olha para tantos filhos teus que nesta noite, como Tu, não têm moradia, agasalho e comida. Vêm, ó Emanuel, ficar conosco para transformar em aurora de vida as sombras da morte que ainda nos amedrontam, sobretudo as sombras da indiferença, da falta de fé, da falta do ardor missionário, da incapacidade do perdão...”



Que esta festa do Natal de Jesus neste tempo de júbilo e de alegria, tempo de redescoberta da Fé, seja também tempo de obediência e de gratidão e acima de tudo, de renovarmos o nosso testemunho ao mundo de “quem é este Menino que nasceu em Belém, qual é o seu estilo de vida e como são felizes os que o obedecem e seguem sem  criar obstáculos”.



A todos os Arquidiocesanos de Passo Fundo, espalhados por todos os recantos e lugares, desejo Boas Festas e um Feliz e Santo Natal em Jesus Menino.



                                                           Dom Antonio Carlos Altieri,sdb

                                                     Arcebispo Metropolitano de Passo Fundo - RS



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