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24.Set - Romaria de São Miguel: pela proteção da vida
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Romaria de São Miguel: pela proteção da vida

Procissão acontece neste domingo

 

“São Miguel e os anjos, protetores da nossa vida” é o tema norteador das celebrações da 147ª edição da Romaria de São Miguel que, neste domingo, dia 30 de setembro, busca reunir, mais uma vez, milhares de fiéis devotos ao arcanjo em Passo Fundo e região. O tema escolhido para 2018 traz, além da crença em São Miguel, as figuras de São Gabriel e São Rafael como arcanjos protetores da vida.

 

A busca pela oração
A temática proposta para esse ano vai além da reflexão e busca estimular uma corrente de oração na comunidade. Para o padre Carlos Jaroceski, pároco da paróquia São Vicente de Paulo, responsável pela procissão, a Romaria de São Miguel busca, neste ano, promover que o os fiéis possam olhar uns para os outros. “Aprendemos desde sempre que Deus cuida de nós através de seus anjos. Quando somos crianças, já somos inseridos nessa espiritualidade. Mas queremos recordar que Deus coloca junto de nós pessoas reais que são verdadeiros anjos que nos estendem a mão sempre que precisamos. Na Romaria, somos convidados a olhar para quem são os anjos que estão ao nosso lado, que cuidam de nós”, inicia o pároco.

 

A ideia é que cada fiel consiga pensar em pelo menos três nomes. Com os nomes em mente, a comunidade é convidada a rezar por eles e a convidar esses nomes a escolher, cada um, outras três pessoas para continuar a corrente de oração. “Muitas vezes, o nosso anjo é aquele pessoa que não damos valor, mas é a primeira a estar ao nosso lado; ou aquela que menos esperamos, mas nos apoia. Então, viemos com essa proposta: olhar um pouco a nosso redor e criar uma corrente de oração e espiritualidade. Esses nomes devem ser anotados e levados no dia da Romaria para serem depositados no altar para criarmos um momento de grande espiritualidade”, complementa o padre.

 

Peregrinação: reflexão, espiritualidade e partilha
A peregrinação - que acontece desde 1871 sendo, assim, a mais antiga do Rio Grande do Sul – envolve o trabalho da paróquia São Vicente de Paulo e, também, das comunidades, especialmente da localidade do Pinheiro Torto, local onde está construída a Capela de São Miguel. Antes da Romaria, no entanto, os romeiros se reúnem em preparação: desde a quarta-feira, 26, a Capela, buscando ajudar a comunidade a vivenciar a Romaria, recebe os fiéis em celebrações que refletem os arcanjos protetores e sua relação com os sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma. O tríduo será encerrado na sexta-feira, 28, com uma procissão luminosa que inicia no Posto São Miguel e segue em direção à Capela.

 

Programação
No domingo, às 8h, a paróquia São Vicente de Paulo inicia a manhã com uma missa de acolhida aos fiéis. A peregrinação inicia às 9h em frente à igreja e segue em direção à Capela onde, por volta das 10h, será realizada uma missa festiva com a presença da imagem histórica de São Miguel. Mais tarde, às 11h, o Grupo Alforria de São Miguel faz uma apresentação cultural africana. Ainda, no local serão vendidos cartões para o almoço – churrasco e carreteiro. Também estará disponível o serviço de copa e cozinha com a venda de doces, bolos, pastéis, água e refrigerante. Na parte da tarde, será realizada a bênção da saúde e, por fim, a comunidade poderá prestigiar um momento de integração.

 

História, religiosidade e devoção
Tradicional em Passo Fundo, a Romaria de São Miguel tem suas origens na história de dois escravos que, ainda no século XIX, voltavam da Guerra do Paraguai quando, ao chegarem às terras onde hoje fica o atual distrito do Pulador, uma pequena estatueta de São Miguel Arcanjo os impede de continuar. “São Miguel é decretado como protetor de toda a Igreja Católica. Biblicamente é considerado aquele que defende contra as injustiças, contra qualquer tipo de violência. Hoje, está presente justamente pra ajudar a defender dos males que a sociedade e o mundo apresentam”, coloca o padre Carlos. Inspirados pela imagem, os escravos conseguiram que, nas terras de Bernardo Castanho Rocha, fugindo dos ares urbanos e direcionada para o povo do campo, fosse construída, de pau-a-pique e com telhado de capim, uma pequena capela. Hoje, reformada e tombada como patrimônio cultural, a capela é o foco da fé.

 

Sammara Garbelotto
Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Passo Fundo
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