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29.Mai - Laicato: vivência da vocação através das letras
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Dedicar-se à Igreja através das letras, da formação e da disseminação do conhecimento. É assim que a professora Selina Dal Moro, vice-diretora da Itepa Faculdades, escolheu – e escolhe, todos os dias – vivenciar a sua vocação leiga. No Ano do Laicato, seu testemunho de vida é inspiração: vinda de uma família profundamente católica, do interior de Sananduva, Selina se envolveu com a Igreja ainda pequena e, desde então, sua vida tem estado intimamente ligada ao catolicismo – seja pela profissão escolhida ou pela vivência pessoal.

 

A descoberta da vocação

Por crescer em um ambiente onde a fé era um elemento sempre presente, Selina – que foi batizada logo no primeiro dia de vida – sempre esteve perto da Igreja. Assim, chegou a pensar, por um momento, que sua vocação estava na vida religiosa. Logo, no entanto, descobriu o real chamado de Deus para sua vida: ensinar. “Cheguei a me tornar candidata à vida religiosa, mas, de fato, não era o meu desejo ou a minha vocação. O meu modo de ser, de sentir e de viver não me permitia – e ainda não me permite - viver sob aquelas regras. Então deixei de lado esta ideia e me mantive ligada à Igreja de outras formas”, explica. Depois de cursar o magistério, Selina se graduou em Filosofia e, logo, se envolveu também com o Mestrado. Optando por morar em Passo Fundo, iniciou o trabalho na Universidade de Passo Fundo ainda durante a atuação dos padres Elli Benincá e Alcides Guareski. “Nessa época já participava dos movimentos sem terra. A origem a minha família está nos pequenos agricultores, então sempre estive ligada a esses movimentos e às Comunidades Eclesiais de Base”, lembra.

 

Envolvimento com a pesquisa

Na época, final dos anos 80, havia, por parte do padre Elli, o interesse de inserir um espaço de pesquisa dentro da Itepa, já que, na Universidade, ainda não havia essa possibilidade. “Iniciei, em 1988, meu trabalho na Itepa abordando o estudo das Romarias e da religiosidade em torno delas”, conta e ressalta que, mesmo quando a pesquisa se intensificou na Universidade, ela seguiu seu trabalho de pesquisa envolvendo a religiosidade popular. “Quando completei os 30 anos de trabalho na Universidade, me aposentei e intensifiquei meu trabalho na Itepa: comecei a dar aula de história da Igreja regional. Ao mesmo tempo, nunca me desliguei dos movimentos sociais e me envolvi com a Pastoral da Educação. Essa participação é o que se identifica com o meu jeito de ser, viver e sentir. Mais tarde, em 2014, fui convidada para ser vice-diretora da instituição”. Sendo a única professora mulher da instituição, ela sente o ambiente acolhedor e sente que a Itepa é, de fato, o lugar onde pode vivenciar a sua vocação leiga. “Me sinto muito respeitada aqui dentro. E sinto que tenho condições de contribuir com essa formação que acontece no Itepa. É um ambiente carinhoso e de aproximação entre as pessoas”, coloca.

 

O laicato

Professora há 62 anos, Selina sempre buscou aliar a sua vivência na Igreja com aquilo que ensina em sala de aula e é assim, para ela, que consegue vivenciar a sua vocação. “Eu não me sinto chamada a servir o altar, a ser ministra. Me sinto como cristã profundamente chamada a ser uma cidadã cristã; contribuir, em primeiro lugar, com a minha família e, também, com a sociedade ao meu entorno, buscando aproximar as pessoas. De fato, me sinto como uma cristã cidadã do mundo. Como professora me sinto comprometida com a formação daqueles que passam por mim”, explica e acrescenta que a sua espiritualidade é vivenciada no dia-a-dia. “Nunca deixo a minha oração de lado, vou à missa e me sinto parte da comunidade”. Para ela, é uma necessidade urgente que o leigo compreenda a sua função e assuma, de fato, o seu papel. “Sinto que é fundamental que nós, leigos, possamos compreender o nosso papel na Igreja e na sociedade, sem perder o nosso carisma cristão. É preciso refletir, especialmente, questões relacionadas à honestidade, ao serviço em comunidade e à nossa atuação: somos todos batizados, não podemos trair o Evangelho”, conclui.

 

Sammara Garbelotto

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Passo Fundo

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