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26.Jul - Fé que nasce no colo dos avós
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Além de comemorar São Joaquim e Santa Ana – avós de Jesus – e, também, o Dia dos Avós, o mês de julho apresenta histórias de quem aprendeu a vivenciar a fé ao lado daqueles que são o grande dom da Igreja

 

“De modo particular, é no testemunho da oração que os mais velhos se tornam um grande dom para a Igreja.” A frase, dita pelo papa Francisco em uma de suas orações pelo Dia dos Avós, comemorado em todo o mundo durante a Festa de São Joaquim e Santa Ana – pais de Maria e avós de Jesus – é o retrato da visão da Igreja a respeito da importância dos mais velhos para a vivência da fé. Assim, diante das palavras de Francisco, o dia 26 de julho – tradicionalmente dedicado aos avós – recebe novo significado: além de comemorar a importância do avô e da avó na vida dos netos é, também, momento de olhar para o seu testemunho de vida e evangelização.

 

Força para superar desafios

No caminho contrário de conceitos da pós-modernidade, os jovens estão cada vez mais envolvidos com a religião. Eles buscam, a todo o momento, uma espiritualidade capaz de dar o necessário para viver em uma sociedade que parece desequilibrada. Em Passo Fundo, existem cerca de 3000 jovens ativos dentro da Igreja Católica. Eles, através de movimentos e pastorais, buscam uma mudança social e, mais que isso, uma mudança interna. Sim, os jovens atuais são religiosos e grande parte disso se dá pela influência dos avós na formação da fé, pelo seu testemunho de religião e por seu contato com a Igreja. Não se pode afirmar que os jovens são tão ou mais – ou menos – religiosos que seus avós, mas vivem a espiritualidade de acordo com a juventude e influenciados pelos testemunhos que encontram na família. Para Francisco, a troca de experiências é essencial. “Os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio que é essencial para qualquer sociedade. O diálogo entre as gerações é o tesouro que deve ser conservado e alimentado. Os jovens saúdam os seus avós com muito carinho, agradecem pelo testemunho de sabedoria. Possa este diálogo entre jovens e idosos tornar-se para a Igreja uma força para superar o desafio da cultura do descarte”, coloca o pontífice.

 

Momentos na casa do Pai

Com o pensamento – e a vida – no mesmo caminho da fala do papa Francisco, Jéssica Rosset Ferreira, de 25 anos, vê na força dos avós um exemplo para as escolhas que faz no dia-a-dia. “Meus avós sempre foram muito presentes na minha vida”, comenta a jovem. “Desde pequena frequentei a casa deles e foram eles que auxiliaram meus pais na minha criação. Trago comigo os vários ensinamentos de meus avós, no modo de me relacionar com as pessoas, na persistência para buscar meus objetivos”, conta e acrescenta, ainda, que a fé também sempre fez parte da relação. “A religião sempre esteve presente entre nós. A minha avó materna sempre foi mais religiosa e eu costumava ir com ela na missa da saúde”, lembra.

 

Não são poucos os momentos em que Deus esteve presente na relação de Jéssica com os avós. “Com aproximadamente 60 anos minha avó paterna decidiu fazer a primeira comunhão e a crisma e eu pude participar desse momento especial. Mais recentemente meu avô materno começou a participar assiduamente na Igreja. Nós já compartilhamos muitos momentos felizes na casa do Pai, como as Bodas de Ouro dos meus avós maternos e os 80 anos de vida de minha avó paterna”, cita. “Com todos esses exemplos posso dizer com toda certeza que eles foram muito importantes na minha formação religiosa. Agradeço a Deus por ter me presenteado com avós amorosos e atenciosos. O exemplo e testemunho deles me inspiram a permanecer firme e vivenciar a minha fé”, conclui.

 

Incentivo no grupo de jovens

Bruna Monteiro Reis, de 14 anos, participa do Curso de Liderança Juvenil na paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Passo Fundo e, no caso dela, a relação com os avós é ainda mais próxima já que Paulo e Oraides são os tios – casal de adultos - do movimento e acompanham os jovens semanalmente. “Eles sempre me incentivaram a seguir esse caminho, me dizendo que era o correto. Vivenciamos juntos a Igreja e acredito que isso nos uniu muito mais. Eles sempre me apoiaram e ficam muito felizes de participarmos juntos deste movimento que faz um bem enorme a todos os jovens. Eles ficam orgulhosos por eu ter crescido lá dentro”, conta a jovem que, desde pequena, acompanhava os avós na atividade. A convivência possibilitou que não apenas a fé se intensificasse, mas a cumplicidade entre eles também. “Meus avós são como pais para mim. Temos uma conexão inexplicável: nos entendemos com olhares”, destaca. Para os avós, é essencial estar e ser presença junto à neta. “Essa relação vem de uma tradição familiar. Percebemos que nossa presença é importante na formação dos netos para que sejam bem sucedidos em todos os aspectos, especialmente no que diz respeito à ligação com Deus - participando desde o batismo, primeira comunhão, crisma e seguindo neste caminho. Nós buscamos participar através de bons exemplos”, comentam.

 

Incentivo no grupo de jovens

Como grande parte das pessoas, Laís Rigo Tibola, de 22 anos, aprendeu as primeiras orações no colo dos avós. “Me dou muito bem com eles, os respeito muito, não somente por serem da minha família, mas pela essência de cada um”, inicia e acrescenta, também, que os principais ensinamentos que carrega são, justamente, ligados à fé e à Igreja. “Minha avó materna tem grande responsabilidade diante da minha fé até hoje. Desde criança me ensinou as orações, a rezar o terço e a gostar da minha religião, seja indo até a Igreja ou me mostrando revistas e mensagens sobre fé. Até hoje minha avó é responsável por me manter próxima da minha fé”, comenta. Laís, assim como Bruna, participou do CLJ na cidade de Marau e o movimento foi o foco das orações da avó por um bom tempo. “Ela sempre rezava por minhas provas na faculdade e por minhas atividades no CLJ”, recorda. “Sempre me incentivou a fazer parte do CLJ, por saber que era um movimento bom, que nos ensinava muitas coisas, a vivenciar a Igreja e ser uma boa pessoa”, conclui.

 

Sammara Garbelotto

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Passo Fundo

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