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05.Mar - Cultura de paz: Área de Guaporé investe na formação de facilitadores
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Cultura de paz: Área de Guaporé investe na formação de facilitadores

“A Igreja em saída tem as portas abertas. (...) Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, do que uma Igreja enferma pela oclusão e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”. É nessa perspectiva de ser Igreja em Saída, tão enfatizada pelo Papa Francisco, que o projeto “O poder transformador, cultura de paz e bem viver” foi desenvolvido na Área Pastoral de Guaporé.

 

Com o objetivo de investir na capacitação de lideranças, visando a formação de facilitadores que atuem em ações educativas que promovam a cultura de paz nas comunidades, o projeto foi desenvolvido, em 2019, em parceria com a ECOPAZ e trabalhou na metodologia do PAV (Projeto Alternativas à Violência). Agora, depois de realizado o ciclo completo das oficinas, os facilitadores formados estão preparados para atuar nas comunidades, movimentos e pastorais, buscando atuar na resolução de conflitos e motivar a cultura da paz.

 

O que é o PAV?

O PAV é a prática educativa que trabalha as pessoas e suas relações, buscando que cada um possa fazer o caminho da autodescoberta, ampliando suas percepções de valorização, respeito e cuidado de si. A filosofia central do PAV é a descoberta do Poder Transformador, energia motriz que cada pessoa pode otimizar em si. 

 

Você sabe o que é a ECOPAZ?

A ECOPAZ é constituída por educadores que acreditam na educação como força mediadora na construção de culturas de paz. Atuam com ações concretas que resgatam valores que buscam desenvolver uma consciência de cuidado consigo mesmo, com os outros e com o meio de pertença.


Uma resposta ao Plano de Pastoral
O projeto surgiu pela necessidade de enfrentar situações de violência que atingem os cinco municípios da Área – Guaporé, Dois Lajeados, São Valentim do Sul, Serafina Corrêa e União da Serra. Também, as ações são uma espécie de continuidade do trabalho que se iniciou ainda em 2018, com a Campanha da Fraternidade que motivou a superação da violência. Por fim, o projeto vai ao encontro da CF de 2019 que fez um convite para refletir sobre o compromisso dos cristãos em relação às políticas públicas como forma concreta de se viver a Fraternidade.  


Ainda, o projeto –  que se refletirá em ações concretas nas paróquias – é, também, uma resposta ao Plano Arquidiocesano da Ação Evangelizadora que apresenta cinco urgências a serem trabalhadas pela ação pastoral das paróquias e comunidades. Assumida como prioridade, a quinta urgência - Igreja profética e misericordiosa a serviço da vida – é um dos nortes do projeto que busca investir no trabalho de promoção da cultura de paz.



Na prática: formando facilitadores para a cultura de paz
O projeto desenvolveu a sensibilização e a conscientização sobre a cultura de paz, enfatizando importância do envolvimento das lideranças e das comunidades em situações de violências do cotidiano. Na prática, o projeto aconteceu em três diferentes fases que reuniram pequenos grupos em oficinas de formação e sensibilização - visando despertar a vocação de lideranças para o processo formativo do PAV – para que, ao fim do ciclo de oficinas, um grupo de facilitadores capacitados fosse constituído e direcionado para atuar, em parceria com a ECOPAZ, na promoção da cultura de paz nas comunidades, pastorais, movimentos e outros ambientes eclesiais buscando a resolução/mediação de conflitos e prevenção de violências que ocorrem nos espaços sociais.  


Iniciativa pioneira
O Prof. Dr. Silvio Antônio Bedin, um dos coordenadores do projeto, destaca que esta é uma iniciativa pioneira na Área. “Em cada município conseguimos realizar todo o processo – concluído em dezembro com a formação dos facilitadores”, inicia o professor. “Foi um processo dinâmico e que tinha por objetivo investir na formação desses facilitadores – visando uma educação para a cultura de paz em espaços eclesiais e não eclesiais. Conseguimos atingir esse objetivo”, avalia. “Concluímos o ano muito felizes. Realizamos todas as etapas do processo e agora vamos seguir vendo os resultados”, complementa. 

 

Ele destaca, também, que o projeto não tem um ponto final, já que os facilitadores vão seguir atuando junto às comunidades. “Não colocamos um ponto final ou uma conclusão. O processo está em andamento, com outras perspectivas de trabalho, com a atuação de cada uma das pessoas formadas”, conclui. 

 

Sammara Garbelotto
Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Passo Fundo
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