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23.Mar - Coleta da Solidariedade: construção coletiva
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Fundo de Solidariedade, constituído a partir da coleta da Campanha da Fraternidade, proporciona que diferentes iniciativas cheguem até à comunidade

 

A Igreja, neste domingo, se volta para a celebração de Domingo de Ramos: montado em um jumentinho, Jesus entra, aclamado pelo povo, em Jerusalém. É durante esta celebração que acontece a Coleta da Solidariedade: gesto concreto proposto pela Campanha da Fraternidade, a coleta, que acontece neste domingo, 25 de março, constitui os Fundos Nacional, Estadual e Arquidiocesano de Solidariedade que se voltam para apoiar iniciativas e projetos sociais que beneficiem a comunidade. De todo valor arrecadado nesta coleta, 40% é destinado ao Fundo Nacional de Solidariedade; 10% ao Fundo Estadual de Solidariedade e 50% ao Fundo Arquidiocesano de Solidariedade.

 

Apoio à comunidade

Na Arquidiocese de Passo Fundo, o Fundo de Solidariedade, que é constituído a partir de parte do recurso arrecadado nas 53 paróquias durante esta coleta, surgiu no ano 2000 e, desde então, apoiou 215 iniciativas, com um investimento total de R$ 473 mil. Nove dessas iniciativas foram apoiadas em 2017. Uma delas envolve o Grupo Juntos pela Amizade que foi contemplado com R$ 4.680 que estão sendo aplicados em atividades de integração, aquisição de material didático e deslocamento dos quase cem idosos que participam das atividades semanais.

 

Confira a prestação de contas do Fundo de Solidariedade

 

Coordenado por Jussara Dorimg, é a oportunidade que os idosos de Sertão têm para se encontrar, confraternizar e partilhar memórias e experiências da fase que vivem. Além do grupo de voluntários que ajuda a orientar a atividades, o Grupo conta com o trabalho de uma educadora física que, em cada encontro, realiza ginástica e aulas de dança visando, sempre, o bem estar daqueles que participam. Para Jussara, o recurso veio em boa hora. “Esse investimento é tudo de bom para o nosso grupo porque temos muita dificuldade, já que atuamos como voluntários. Agora poderemos nos organizar melhor, adquirir material e continuar com as atividades de integração e convivência”, explica e acrescenta, ainda, que a espiritualidade é essencial nos encontros. “Sempre trazemos uma mensagem de reflexão para que cada um possa se encontrar”, coloca.

 

O Fundo: concretizando a teoria

Para o arcebispo, dom Rodolfo Weber, a proposta do Fundo de Solidariedade vai ao encontro da própria essência da Igreja – que está solidificada na ideia de ajudar o próximo. “O Fundo de Solidariedade é uma iniciativa, como diz o próprio nome, de colocar em comum uma quantia de dinheiro para favorecer um projeto que tenha necessidade”, explica.

 

Dom Rodolfo acrescenta, ainda, que o recurso arrecadado e a doação dele são, também, uma ação do período quaresmal. “É um exercício de fraternidade e é uma atitude que faz parte da Quaresma. O objetivo é treinar a solidariedade e aproximar as pessoas e isso é feito através de recurso financeiro. A conversão acontece, também, na medida em que a pessoa consegue dar não só aquilo que sobra, mas aquilo que lhe falta, para ajudar alguém que tem maior necessidade. É um exercício da fraternidade e da preocupação com o outro. O Fundo é uma concretização da solidariedade”, conclui.

 

Sinal de transformação

Para Luiz Costella, representante da Cáritas no Conselho do Fundo, o FDS é a oportunidade de iniciativas que não teriam recursos para investir em projetos possam, dessa forma, desenvolver ações voltadas para a comunidade. “O Fundo apoia iniciativas coletivas que são, em sua essência, demandas da comunidade que podem envolver temas como educação e formação, geração de renda e economia popular solidária, saúde alternativa e preventiva, resgate da dignidade humana, população em situação de exclusão e meio ambiente e reciclagem”, explica.  

 

“O objetivo principal do fundo é dar uma concretude a campanha da fraternidade, mas também ser um sinal de transformação na sociedade: as pessoas contribuem com um pouco, formando, assim, o Fundo que, depois, retorna à sociedade em projetos pensados pela própria comunidade que, através deles, encontra a superação dos problemas.”, complementa. “Temos muita história para contar e é válido lembrar que esse recurso é uma contribuição da própria comunidade: o Fundo só existe porque há a contribuição”, conclui.

 

Projetos em busca de aprovação

Para que os projetos recebam o investimento do Fundo de Solidariedade, é preciso seguir alguns critérios que possibilitam a aprovação da iniciativa: as atividades devem envolver, no mínimo, três famílias, com uma organização coletiva/associativa ou em mutirão e, ainda, o projeto deve ter um parecer da paróquia ou de alguma pastoral ou movimento social. Também, os grupos devem oferecer a contrapartida e todos os projetos devem envolver uma devolução solidária: os projetos de geração de renda necessitam ter um valor em dinheiro que retorna ao Fundo, já os projetos de educação solidária devem ter algum gesto concreto de solidariedade dentro da própria comunidade. Por sua vez, os projetos direcionados à saúde coletiva demandam que sejam reproduzidos ou multiplicados para outras pessoas ou grupos. E, por fim, os projetos devem prestar contas através de um relatório descritivo, financeiro e fotos para divulgação.

 

Sammara Garbelotto

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Passo Fundo

imprensa@arquidiocesedepassofundo.com.br

 


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