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02.Set - “Abre a tua mão para o teu irmão” (Dt 15,11) é o lema do mês da Bíblia
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“Abre a tua mão para o teu irmão” (Dt 15,11) é o lema do mês da Bíblia


Em setembro celebramos o mês da Bíblia. Cada ano é indicado um livro para ser lido, estudado, aprofundado e vivido. Neste ano as atenções se voltam para o Livro do Deuteronômio, que nos faz olhar para a realidade eclesial e social e está em sintonia com vários eventos e situações. Apresenta um dramático apelo à conversão, dirigido à liberdade de escolha entre o Deus vivo e os ídolos, entre a liberdade e a escravidão, entre a vida e a morte.


O livro não é muito conhecido, mas é importante para entender a história e a maturação teológica havida no Antigo Testamento. Precioso para a compreensão do processo de revelação de Deus: severo (tempos mais antigos) para misericordioso (tempos mais tardios). Um povo que tropeçava e se deixava tentar por formas de poder e domínio sobre os outros. Deus apresentava a Aliança, sua renovação e os desdobramentos de justiça e de fraternidade.


Livro do Deuteronômio na Bíblia
O Deuteronômio é o quinto e último livro do Pentateuco (cinco primeiros livros do Antigo Testamento) e se apresenta como uma pausa entre a chegada do povo à fronteira da Terra Prometida e a entrada e conquista da terra. O livro tem quatro grandes discursos de Moisés, uma retrospectiva da história vivida, da libertação do Egito, da travessia no deserto, que revelam a fidelidade de Deus, mas também a infidelidade do povo. O livro tem 34 capítulos, por isso foi preciso escolher certas páginas e temas, cujas opções são de temáticas que se avizinham das palavras, ensinamentos e vivências de Jesus Cristo. 


É um discurso de despedida, um testamento de Moisés, deixado às novas gerações, que entrarão na Terra Prometida. Não é só uma memória do que foi vivido, mas recomendações que não podem esquecer ao entrar em Canaã. O Deuteronômio quer ajudar o povo a tomar consciência, que a posse da terra não é resultado só de seu esforço, de suas lutas, mas, sobretudo, da fidelidade de Deus, que cumpre as promessas aos patriarcas e matriarcas do povo de Israel. Deus não desiste do povo diante de suas infidelidades, mas convida a levantar-se, caminhar, confiando na promessa e na Aliança selada entre Deus e o povo.


Nossa postura para o estudo
Diante disso, somos convidados/as a parar para fazermos uma retrospectiva das experiências vividas, no tempo de pandemia, percebendo a ação de Deus em nossa caminhada, em nossa família, como pequenas Igrejas domésticas, na vida da comunidade, no trabalho, mesmo que por meios remotos, nas situações do nosso dia a dia. Com esse olhar podemos traçar um projeto, ou alguns pontos que desejamos aprofundar no decorrer deste estudo do mês da Bíblia, para maior amadurecimento espiritual, tendo por meta o apelo de Deus: “abre a tua mão para o teu irmão” (Dt 15,11). Pois, “garimpando” o Deuteronômio encontraremos as passagens bíblicas que ajudam as comunidades a viverem o projeto de Deus, construindo uma nova sociedade, abrindo as mãos para os mais pobres e necessitados.


Estudo e espaço celebrativo
São cinco encontros orantes, previstos na metodologia da Leitura Orante, que garantem uma pedagogia interativa, da qual todos podem participar e crescer. São eles: 1º - recordar o passado e servir o Senhor com alegria (Dt 1,6-18); 2º - o amor é a essência da Lei (Dt 6, 1-19); 3º -  a solidariedade que se inspira na gratuidade divina (Dt 15,1-11); 4º - cuidar do empobrecido: o estrangeiro, o órfão e a viúva (Dt 24, 17-22); 5º - escolhes, pois a vida! (Dt 30,11-20). No final do livro, há sugestões de cantos que podem ser utilizados nos diversos momentos. Organizar um espaço celebrativo com a Bíblia em destaque, o texto base, uma vela, uma vasilha com água e um crucifixo ou imagem de Jesus. A riqueza espiritual e pastoral é imensa principalmente hoje, onde “abrir a mão para o irmão”, se torna, às vezes, tão difícil. “Que o estudo do livro do Deuteronômio nos mova e comova a abrirmos a mão ao irmão, pois seus autores querem aproximar os leitores de hoje dos protagonistas de ontem. É como se os de outrora e os de agora se reunissem para conversar sobre aquele Deus que se revelou, que se deixou conhecer”, afirma Dom Peruzzo, presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.


 



Equipe Arquidiocesana de Catequese

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A Equipe Arquidiocesana de Catequese é formada por leigos e padres que, além de coordenar os processos de catequese na Arquidiocese, se responsabilizam pela Página Catequética - artigo publicado mensalmente no Jornal Presença Arquidiocesana e replicado nesta seção.

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