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08.Mai - “Vamos para o outro lado do mar” (Mc 4, 35), disse o Senhor aos discípulos
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“Vamos para o outro lado do mar” (Mc 4, 35), disse o Senhor aos discípulos


“Vamos para o outro lado do mar” (Mc 4, 35), disse o Senhor aos discípulos. O eco deste convite ganhou nova voz na Área Pastoral Santa Maria, da Diocese de Santarém – PA e inspirou a XII Experiência Missionária, da qual participaram cerca de 32 missionários e missionárias – seminaristas, religiosas e vocacionadas – de quatro Estados do Brasil (RS, SP, BA, PA), e até da Nova Zelândia, entre os dias 03 e 27 de janeiro de 2019.


O cenário
A Área Pastoral Santa Maria, que é uma “quase” paróquia, tem um vigário que atende o povo de Deus que lá vive. É uma região muito extensa e os meios de acesso são através de estradas, em alguns lugares, ou embarcações, em outros. Um meio de transporte muito comum são as rabetas: pequenos cascos com um motor que substitui o esforço braçal do remo. Nelas são transportados de tudo, desde pessoas até mercadorias e outras cargas.


 


A realidade local é impressionante. Existem chagas que são profundas. Há estruturas que empobrecem os moradores e trabalhadores: a extração ilegal de madeira e o baixo preço da pesca, por exemplo. Além disso, em grande parte dessa região o acesso aos meios de comunicação, o saneamento básico e outras infraestruturas, como rede elétrica e água tratada, é limitado. A saúde e educação são precárias em muitas comunidades.


A experiência
Ao me deparar com tudo isso, posso afirmar com toda certeza que aprendi uma lição que levarei comigo para o resto da minha vida: diante da concretude da realidade na qual nos inserimos é necessário discernir aquilo que é do contexto local daquilo que é limitação do missionário. Cito porque: diante da dificuldade do acesso às comunidades, o fato de ter que se deslocar com as rabetas, sem colete salva-vidas e sem saber nadar, enfrentando um rio profundo e de forte correnteza, é uma dificuldade que é minha. Saber nadar, remar, pilotar rabeta, se virar nas ondas do rio, tudo isso é parte do cotidiano daquele povo. Sou eu quem não sabe. É difícil para mim, não para eles. E se poderia continuar: sou eu quem estranha a alimentação e a carne de caça (jacaré, tracajá, capivara, macaco, etc.). São limitações minhas. Por outro lado, é preciso discernir também quais são as estruturas e posturas que, de fato, empobrecem o povo e tornam sofrida a vida: longa distância até a cidade, até os postos de saúde, à escola, etc.


A partilha
Ainda assim, existe uma alegria no povo paraense que é uma verdadeira escola de conversão: seu jeito simples de viver, de acolher a nós que viemos de longe, seu sorriso largo e abraço apertado são sinais de esperança para este mundo. Nesse sentido, pude presenciar algo que enche o coração: as águas do rio Amazonas e dos outros rios que têm na região são mantenedores da vida. Lá se é pescador por natureza, não por profissão, embora a pesca seja fonte de renda. Nos lugares em que não há eletricidade, consequentemente não se tem freezer ou geladeira. Quando a pesca dá boa, abundante, a abundância é partilhada. O pescador passa nas casas e oferece peixe. Isso significa que é possível uma economia que supera a lógica do acúmulo. Trabalha-se todos os dias, come-se todos os dias. O cronos funciona diferente. Isso choca o nosso modo de vida, herdado dos imigrantes italianos, alemães, poloneses, enfim...


A missão
Portanto, a experiência missionária é transformadora. Ela transforma o missionário. Ela transforma a missionária. Ela faz arder o desejo de retornar, de querer conviver mais, de se deixar envolver pela missão, e nessa saída – geográfica e existencial – permite fazer uma experiência profunda com o Ressuscitado que caminha junto com o povo.


 


E nesse sentido, a religiosidade popular é muito forte e alcança expressões muito belas nos festejos, no jeito de celebrar, no carinho com a liturgia, no esforço e na alegria na celebração. Devido às distâncias, muitas comunidades celebram missa poucas vezes no ano. Contudo, o protagonismo do leigo é muito expressivo: participam de semanas de formação bíblica, o ministério da palavra é muito comum – ainda que os ministros da eucaristia não sejam tantos, já que são poucas comunidades que tinham sacrário, muitas se reuniam nos domingos para celebrar em torno da Palavra.


Para concluir, faço uso de uma expressão que Dom Flávio Giovenale, antigo bispo de Santarém, dizia: “nós queremos formar padres pastores”. Essa expressão é muito acertada para aquela realidade, e na verdade, para toda a Igreja dos nossos tempos. Penso que quanto mais nossa ação pastoral, e arrisco dizer, quanto mais nossa vocação e nosso jeito de ser estiver próximo ao modelo de pastoreio do Bom Pastor, melhor anunciaremos o Evangelho com a vida, inspirando nos outros o despontar daquela curiosidade que faz querer conhecer o Evangelho vivente (EG 287). Por isso, acredito muito na força evangelizadora que a missão tem. Afinal, o Concílio Vaticano II afirmou, e continua afirmando: a atividade missionária é função principal e santíssima da Igreja (AG, 29).


 



Equipe Arquidiocesana de Comunicação

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