Arquidiocese de Passo Fundo
 
 
Padroeira
 
Padroeira

Em meados do século XIX, Passo Fundo era caminho obrigatório para os tropeiros. Vindos de São Paulo, interiorizavam-se pelas terras gaúchas em busca do gado “bravio”, disperso nas vastas planícies do noroeste e nordeste do Estado. Qual seria o destino desses rebanhos? Provavelmente, a feira de Sorocaba. Junto com seu espírito explorador, esses primeiros viandantes trouxeram, junto a sua bagagem cultural, a devoção a Nossa Senhora Aparecida, representada na imagem encravada em suas “bruacas de couro cru" e pelas orações que, memorizadas desde a infância, os levava a implorar o amparo da Virgem Aparecida nos momentos difíceis de sua caminhada exploratória.

Em 1827, o cabo Manuel José das Neves assumiu o comando do território que, hoje, é o município de Passo Fundo. Fiel a sua religiosidade, o Cabo Neves, como era conhecido, doou à Igreja metade das terras que havia recebido do Império, como símbolo de sua lealdade. Em 1835, autorizado pelas autoridades eclesiásticas, mandou erguer, onde hoje se localiza a Catedral Nossa Senhora Aparecida de Passo Fundo, uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Desde então, nos espaços públicos e familiares, a devoção a Nossa Senhora Aparecida passou a marcar a religiosidade do povo passo-fundense.

A devoção se concretiza a partir da criação do Seminário Arquidiocesano que recebeu, em 1977, a dedicação à Nossa Senhora Aparecida. Quatro anos depois de se abrirem as portas do espaço formativo, foi preciso ir além: a comunidade via, no ambiente destinado para as vocações, um espaço que também poderia ser dedicado à homenagear a padroeira da cidade. Protagonista da ideia, o então padre Pedro Ercílio Simon, Reitor do Seminário Nossa Senhora Aparecida, em reunião com os padres da Diocese, na Casa de Retiros, no mês de março de 1982, propôs a realização de romarias a Nossa Senhora Aparecida. “Ninguém jamais poderia imaginar que surgiria um grande movimento em torno dessa devoção”, lembra dom Ercílio, em entrevista por ocasião dos 40 anos do Seminário.

Com o apoio de dom Cláudio Colling, então bispo diocesano, e do clero da Arquidiocese, surgia, em 1981, a primeira Romaria Diocesana em honra à Nossa Senhora Aparecida. Hoje, quase 40 anos depois de seu início, a procissão reúne cerca de 150 mil pessoas que, a cada ano, peregrinam rumo ao prédio do Seminário - que abriga, também, um Santuário dedicado à Nossa Senhora - para renovar a fé e esperança e, ainda, agradecer as bênçãos recebidas. “Se alguém tivesse imaginado a afluência de tantas pessoas, certamente teríamos construído o prédio do Seminário pelo menos cem metros mais terreno adentro, para dar lugar a uma praça maior para receber a multidão de pessoas na Romaria”, avalia e destaca: “A Romaria tem um cunho devocional para o povo, mas nunca deverá perder o seu cunho vocacional para a juventude. Me parece que os caminhos de Deus sempre passam pelas mãos de Maria”, conclui o arcebispo emérito.

A história dos devotos, a dedicação da Igreja e o empenho da Arquidiocese na Romaria Arquidiocesana de Nossa Senhora Aparecida torna a peregrinação não apenas uma marca da Arquidiocese, mas, um importante momento de consolidação e renovação da fé cristã, de solidariedade humana e fidelidade à Igreja, tendo como eixo-motor a devoção popular mariana em consonância com a teologia mariana oficial.

Colaboração: Professora Selina Dal Moro e Padre Ivanir Rodighero

 
 
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